Na última quarta-feira 07/05 aconteceu uma situação que me marcou profundamente e por isso resolvi escrever esse post.Eu estava aguardando na fila para o almoço e já se passavam das 14hs, os funcionários do Restaurante Popular II já estavam fechando as portas que dão acesso aos guichês de atendimento e o segurança começava a barrar as pessoas que chegavam para comprar o cartão. Tudo normal afinal de contas isso acontece todos os dias e com diversas pessoas, mas o que me chamou a atenção foi que naquele momento acabara de chegar um casal com uma criança. Olhei de lado e reparei que a senhora empurrava uma cadeira de rodas e o senhor trazia no colo uma criança portadora de deficiência. Porém o que mais me chamou a atenção foi o tratamento do segurança com aquelas pessoas.
Acredito que ele deva ter recebido orientação da direção para não deixar ninguém entrar após o fechamento do portão. Contudo havia passado míseros 3 minutos e a pergunta que fica é “até que ponto uma regra deva ser cumprida ao pé da letra?” Será que para algumas regras não existam exceções ou interpretações?
Acho que faltou sensibilidade ao senhor que naquele momento tinha o poder para decidir quem entrava ou não no restaurante e que acabou negando aos pais o direito de dar o alimento sagrado ao seu filho.
Eu acho justo que essa regra seja aplicada a mim e a outros que assim como eu tem condições físicas e financeiras para almoçar onde quiserem. O que eu não concordo é que esse tratamento seja aplicado também aos idosos e doentes que tem naquele restaurante, um refúgio para saciar a sua fome.
Eu nunca os tinha visto na vida aquelas pessoas e acredito que provavelmente nunca mais os verei. Só que naquele momento eu compartilhei a dor que eles sentiam e de alguma forma ajudei a aliviar.
Naquele momento tinha umas 40 pessoas na fila e todos estavam indiferentes com a situação. Ao vê-los indo embora, fracassados em sua tentativa de convencer o porteiro ao deixá-los entrar, em um ato de total indignação tirei o cartão do meu bolso e ofereci a eles. Minha atitude surpreendeu todos que presenciavam aquela sena chocante. Uma senhora que estava na fila e que assim como eu também estava indignada com a situação ofereceu também seu cartão que estava sobrando.
Naquele momento eu me senti orgulhoso da atitude que tive. E comecei a pensar o quanto vale um prato de comida – Para o restaurante popular: R$ 1,00. Para um pai/mãe que precisa alimentar seu filho: Não tem preço.
Por isso pense bem, não podemos mudar o mundo todo, mas podemos mudar o mundo onde vivemos. Só depende da atitude de cada um de nós.
Fiquem com Deus!

3 comentários:
Realmente que belo ato senhor Zetec.Parabéns...e a frase colocada por vc é a mais certa, dificilmente consiguiremos mudar tudo que aflinge o outro ...mas boas ações ja ajudam.
Zetec, infelismente nos deparamos com várias situações parecidas, as vezes as pessoas não se sensibilizam porque já estão calejadas de tanta mentiras enganações etc.
Mas uma coisa é certa não podemos mudar o mundo mas se cada um fizer a sua parte amenizaremos a situação e quando nossos filhos crescerem poderão se orientar por essas atitudes.
Penso que não devemos julgar as pessoas por experiência frustadas, se a pessoa está agindo corretamente ou sendo oportunista devemos deixar a cargo de Deus julgar, ele sim conhece nossos corações, tanto de quem pede quanto de quem dá.
Parabéns independente dos erros dos outros, ajude sempre alguém sem olhar a quem.
Nunca espere nada em troca, sua recompensa virá e será além das suas expectativas.
Alexandra Corrêa
Parabens Zetecão a sua atitude pade não ter mudado o mundo, mas tocou o coração de quem estava presente.... Lembra da parabola do beija-flor? pois é não apagou o incendio, mas fez a sua parte.....
Valeeeuuuu!!!!!!!
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