A rua sempre serviu de laboratório para qualquer tipo de arte vinda do “underground” e faz tempo (muito tempo) que o graffiti foi assimilado e passou a ser uma referência de estética e atitude tanto para a moda quanto para a publicidade, ou seja, para o tal “mainstream”.
Em 88, Keith Haring já tinha um Popshop em Tóquio e trabalhava para o “mainstream”.
Já a guerrilha, nossa especialidade, tem no seu DNA ferramentas como stencil, stickers, posters e vários outros tipos de intervenções urbanas.
O painel da foto deste post poderia estar em qualquer lugar… Uma avenida, rua, galeria? Poderia ser também um outdoor, uma fachada de loja, uma estampa de camiseta? Poderia ser em 98 ou 2008.
Este painel estava à disposição do público do Pixel-Show no último final de semana em São Paulo e foi construído aos poucos de maneira colaborativa: era só chegar com seu canetão/spray e arrumar um espaço ou então sugerir uma intervenção.
O evento, organizado pela Revista Zupi, não é um encontro de graffit. É um dos principais encontros de designers, diretores de arte, videomakers, fotógrafos, estudantes de moda, artes plásticas e claro, grafiteiros. Todos interessados em discutir, trocar experiências, ver cases e novas idéias.
O fotógrafo André Cypriano mostrou seu universo sinistro com fotografias PB cheias de entrelinhas, e para mim foi a melhor palestra.
Gostei muito do estúdio MOPA de Brasília, que é extremamente novo (começou em 2006), e já possui um portfólio de deixar muito gringo com inveja. O trabalho dos caras é bem artístico e não se apega somente a photoshop e ilustrator.
O que dá pra perceber é que a estética do graffiti continua em alta apesar de algumas coisas terem virado clichê, principalmente no design para web.
Até 2018!
abs Bruno Tozzini
Fonte: Blog de Guerrilha

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